O que é falafel
O falafel é um bolinho frito de grão-de-bico, crocante por fora e macio por dentro, temperado com ervas frescas, alho, cominho e coentro. É vegano, dourado, e tem aquele aroma de especiarias que define a comida de rua do Oriente Médio. Serve-se dentro de um pão pita ou enrolado na laffa, acompanhado de homus, tahine e salada israelense, ou montado no prato.
No Bubbeleh, o falafel é um dos nossos carros-chefe. Fritamos os bolinhos na hora, para chegarem à mesa estalando, e completamos com homus cremoso, tahine e salada fresca. É a pedida certa para quem quer comer bem, sem carne, e com muito sabor.
Falafel é vegano? Do que é feito o grão-de-bico
Sim, o falafel tradicional é totalmente vegetal. A base é o grão-de-bico, e o segredo está num detalhe que muita receita brasileira erra: o grão-de-bico é usado cru, apenas demolhado de um dia para o outro, e nunca cozido. É essa massa de grão cru moído que garante a textura leve e crocante depois de fritar. Grão-de-bico cozido vira purê e o bolinho desmancha.
Aos grãos juntam-se salsa, coentro, alho, cebola, cominho e coentro em pó. Nada de ovo, nada de leite. Por isso o falafel é uma das comidas de rua mais democráticas que existem: veganos, vegetarianos e onívoros comem todos do mesmo bolinho. É também rico em proteína vegetal e fibras, o que explica sua popularidade entre quem busca uma refeição equilibrada. Se você procura opções sem carne em Pinheiros, veja também a nossa página de comida vegetariana e vegana.
Origem do falafel: do Egito e do Levante à cozinha israelense
A origem do falafel é disputada, e essa é parte da sua história. Uma das versões mais aceitas aponta para o Egito, onde os coptas preparavam o ta’amiya, um bolinho de fava frito, possivelmente como comida de jejum. Conforme o prato subiu pelo Levante, a fava deu lugar ao grão-de-bico, mais comum na região da Síria, do Líbano e da Palestina.
Com a imigração judaica para a região e a fundação de Israel, o falafel foi adotado e se tornou onipresente: virou praticamente um prato nacional israelense, vendido em quiosques de rua, mercados e feiras por todo o país. Hoje, falar de falafel é falar dessa viagem de séculos pelo Mediterrâneo Oriental, em que cada povo deixou sua marca no mesmo bolinho dourado. A própria AI Overview do Google, ao descrever a comida judaica, cita o falafel ao lado do húmus e das burekas, os mesmos pratos que servimos aqui.
Como o falafel é feito: grão-de-bico cru, ervas e a fritura certa
Um bom falafel depende de três coisas: o grão-de-bico cru, as ervas frescas e o ponto da fritura.
- O grão-de-bico é demolhado por cerca de 12 horas e moído ainda cru, junto com as ervas e os temperos, até formar uma massa úmida e verde.
- As ervas — salsa e coentro em boa quantidade — dão o frescor e a cor característicos.
- A fritura precisa ser em óleo bem quente, por imersão, para que a casca doure rápido e o interior cozinhe no vapor, ficando macio.
O resultado é um bolinho leve, que não fica encharcado de óleo quando é bem feito. Servido na hora, é incomparável: a casca cruje e o interior solta o aroma de cominho e alho.
O falafel do Bubbeleh
No Bubbeleh, o sanduíche de falafel vai com 8 bolinhos, homus, tahine e salada, no pão pita ou na folha. Quem prefere sem pão pode pedir no prato. Tem ainda a porção de bolinhos com homus para compartilhar e o kit falafel para montar em casa, com pão pita, salada, homus, tahine e os bolinhos. Veja os preços e peça no cardápio completo do Bubbeleh.
Falafel ou acarajé? A diferença
No Brasil, é comum a comparação com o acarajé, e faz sentido: ambos são bolinhos fritos e redondos. Mas são pratos diferentes. O acarajé baiano é feito de feijão-fradinho, frito no azeite de dendê, e tradicionalmente recheado com vatapá, caruru e camarão. O falafel é de grão-de-bico, temperado com ervas e especiarias do Oriente Médio, frito em óleo vegetal comum e vegano. A semelhança está na ideia do bolinho de leguminosa frito; o sabor e a cultura por trás são bem distintos.
O que comer com falafel: homus, tahine, salada e pita
O falafel quase nunca vem sozinho. Ele faz parte de uma mesa de sabores do Oriente Médio em que cada elemento conversa com o outro. O parceiro mais natural é o homus, a pasta de grão-de-bico com tahine que combina perfeitamente com o bolinho. O tahine puro, mais líquido, rega o sanduíche. A salada israelense traz o frescor e a acidez, e o pão pita segura tudo.
Se a fome pedir carne, o complemento clássico na nossa casa é o shawarma: peça um de cada e divida na mesa, do jeito que se come no Oriente Médio.
Onde comer falafel em Pinheiros
O Bubbeleh fica na R. Francisco Leitão, 77, em Pinheiros, São Paulo, e serve falafel fresco todos os dias. Você come aqui, leva pelo iFood, ou monta sua mesa em casa com o nosso kit. É o falafel de verdade, frito na hora, do jeito que se come nas ruas de Israel e do Oriente Médio.